Maior que o medo

Maior que o medo

por Maze

74
Críticos
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Avaliações

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62
Crítico

V de Vinil

Avaliou: Maior que o medo - Maze

28.03.2026

O segundo álbum de Maze, “Maior que o Medo”, marca sua primeira tentativa de pisar em terra firme, embora, assim como sugere a própria capa do disco, ainda haja tropeços nesse percurso. Um dos principais problemas do projeto está na execução técnica. O uso, ainda que sutil, de autotune, ou até sua ausência em certos momentos do álbum, por vezes foge do tom, resultando em leves desafinações perceptíveis, especialmente em faixas como “Sem Volta” e “Ficar Sem Ar”, esta última, inclusive, entre as mais comerciais do álbum ao lado de “FIM (feat. Lana Light)”. Além disso, há uma dificuldade recorrente em compreender o que Maze canta. A produção vocal não consegue equilibrar adequadamente voz e instrumental na maioria das faixas e, quando os arranjos ganham intensidade, a interpretação da artista se perde na mixagem. Essa falta de clareza compromete a experiência e se torna um problema significativo dentro do contexto geral do álbum. Essa inconsistência se torna ainda mais evidente quando comparada a faixa “Obra de Arte”, um dos raros momentos em que tudo parece funcionar como deveria. Aqui, há equilíbrio, nitidez e um controle preciso de volumes, revelando o potencial que o restante do projeto poderia ter alcançado. Trata-se de um ponto alto que, paradoxalmente, escancara as fragilidades do disco como um todo. A sensação que fica é de uma produção fragmentada, com mais de um produtor com diferentes direções criativas que não dialogam entre si, resultando em uma mixagem inconsistente e sem padronização específica ao longo do álbum. Fica a impressão de que Maze não demonstra grande interesse pela lapidação de sua produção musical. Isso não torna suas músicas ruins, mas evidencia um certo distanciamento entre sua entrega artística e a qualidade técnica final do produto. Há talento, mas falta um cuidado mais rigoroso na finalização e acabamento. Visualmente, o álbum apresenta evolução em relação ao anterior. A estética é mais elaborada, com o uso de ferramentas como o Blender contribuindo para uma construção mais sofisticada da parte gráfica. No entanto, a capa não é exatamente original, funcionando como uma releitura de “Glory”, do artista off-rp Perfume Genius. Ainda que dialogue com o conceito do álbum, essa escolha compromete parte do impacto e da autenticidade visual do projeto. Por outro lado, as composições seguem sendo o maior trunfo de Maze. Sua escrita permanece consistente, sensível e bem estruturada, sem perdas significativas em relação a “Maré Baixa”. Mesmo quando flerta com uma abordagem mais comercial, algo compreensível para ampliar seu alcance, a artista mantém sua identidade lírica. Ainda assim, há uma sensação de repetição temática, com Maze permanecendo em territórios já explorados anteriormente, sem grandes avanços em novas sonoridades ou perspectivas. “Maior que o Medo” não representa um retrocesso, mas também não configura um salto significativo. É um álbum de transição: sólido em sua essência, mas comprometido por falhas técnicas e por uma certa resistência em sair da zona de conforto. Maze já demonstrou que sabe escrever, agora, o próximo passo é refinar as demais camadas que sustentam sua música, para que seu potencial se traduza de forma mais completa no resultado final.

74
Crítico

Golden Entertainment

Avaliou: Maior que o medo - Maze

01.03.2026

"Maior que o medo" é o segundo álbum de estúdio de Maze, que tem se mostrado cada vez mais feroz na comunidade artística do FiveM. Seu talento como compositora a trouxe até aqui. O segundo passo de uma jornada incrível. Com colaborações musicais marcantes na interpretação e produção das músicas, a cantora demonstra que está com a régua mais alta e quer alcançar resultados mais expressivos. Seria esse um novo nível atingido por ela? É o assunto de agora. Para começar, nossas faixas favoritas são: "c h a m a s, E Se Eu Me Render e FIM. Maze dirige o seu processo criativo junto a Dream Records, mas faz grande parte do processo por conta própria e sabe muito bem como mostrar sua visão do que ela planeja para a era. Dessa vez a sonoridade é um pouco mais moderna e sofisticada, trazendo um ar de novidade e evolução na carreira da artista. Apesar das letras serem mais introspectivas e falarem sobre temas mais tristes, a sonoridade é agitada e nos faz dançar enquanto cantamos sobre nossas inseguranças, problemas e traumas. Isso é um movimento artístico lindo. Infelizmente, a produção de Maze ainda não é perfeita e isso afeta a experiência do álbum, mas nada que nos atrapalhe muito. Definitivamente, "Maior que o medo" é um passo para frente! Letra: 75 Produção: 67 Conceito: 75 Coesão: 79 Média Individual Das Faixas: 71 Considerações Finais: 75 Nota Final: 74

86
Crítico

Downtown

Avaliou: Maior que o medo - Maze

30.09.2025

Maior que o medo: Review by Downtown. Maze chega com o seu segundo álbum de estúdio, "Maior que o medo", e traz letras sentimentais e ao mesmo tempo, em algumas faixas, um pop nostálgico dos anos 2000, como no caso de "FIM" e "Ficar Sem Ar". Mas aqui o destaque está para outras faixas também. Músicas como "c h a m a s", "Obra de Arte" e "Eu Sinto" são o grande ponto alto do álbum, elas trazem diferenciais interessantes para o projeto. Em "Obra de Arte", a mistura de português com inglês na letra da canção cai muito bem, e acredito que, de um tempo pra cá, essa mistura de idiomas nas canções, na grande maioria das vezes, casa muito bem se for bem executada. Em "Eu Sinto", Maze traz um ponto que ajuda a música a se diferenciar de todas as outras, dando um destaque positivo das demais faixas, que é uma ponte. Acredito que isso possa ser mais uma opinião pessoal minha, que pode até ser irrelevante para algumas pessoas, mas uma música que traz uma ponte na sua construção acaba dando elementos extras para a música. Tanto que, quando a ponte de "Eu Sinto" entra, acaba despertando ainda mais a minha curiosidade pela música, aquele momento em que a faixa se torna diferente. O último refrão, quando retorna com tudo, é simplesmente incrível, e toda a construção dela contribuiu para uma evolução impecável. Toda canção obrigatoriamente precisa de ponte? Não, até porque isso não é uma obrigatoriedade, e existem músicas dentro do álbum que funcionam MUITO BEM sem ponte, que acabam tendo outros elementos, como um "outro". Mas acredito que a Maze poderia ter explorado isso um pouco mais em algumas faixas do álbum, e isso é mais uma pequena observação mesmo. No geral, o álbum é muito gostosinho de se escutar, traz letras interessantes que ajudam a gente a compreender a artista, e o projeto é muito bem concretizado e coeso. Mal posso esperar para ver os próximos passos da Maze com o álbum, sigo aqui aguardando e esperando fielmente um clipe para "Obra de Arte" e "Eu Sinto", que são as minhas favoritas até o momento. Maior que o medo já está disponível aqui na Spotifive. Review by Kayon O'Neal.